Uso de ressonância magnética antes de biópsia de próstata cresce

O uso de ressonância magnética (RM) antes da biópsia de próstata aumentou significativamente nos Estados Unidos, mas ainda há uma parcela considerável de homens que realizam o procedimento sem a realização do exame. Um estudo recente revelou que 64% dos homens que se submeteram à primeira biópsia no primeiro semestre de 2026 fizeram uma RM previamente, um aumento expressivo em relação a 14% em 2017.
Aumento no uso de ressonância magnética
A pesquisa, que analisou mais de 505 mil biópsias de próstata realizadas entre janeiro de 2017 e junho de 2026, mostrou um crescimento na utilização da RM, especialmente entre homens que já haviam realizado biópsias anteriores sem encontrar câncer. Nesse grupo, a utilização da RM saltou de 38% em 2017 para 67% em 2026. Essa mudança é atribuída à evidência de que a RM direciona a coleta de amostras em áreas suspeitas, aumentando a detecção de cânceres mais agressivos.
Desigualdade no acesso à ressonância magnética
Apesar do aumento no uso, cerca de um terço dos homens ainda não realiza a RM antes da biópsia. A desigualdade no acesso ao exame é um problema reconhecido, com disparidades observadas especialmente entre homens com mais de 80 anos e aqueles com níveis elevados de antígeno prostático específico (PSA). Essas diferenças podem refletir decisões clínicas razoáveis, mas também indicam a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre o acesso ao exame.
Impacto nas diretrizes de tratamento
As diretrizes de tratamento têm se adaptado à crescente evidência sobre a eficácia da RM antes da biópsia. O estudo, publicado na JAMA Oncology, sugere que a adoção de práticas baseadas em evidências pode melhorar os resultados para os pacientes. A integração da RM nas rotinas clínicas é vista como um passo importante para otimizar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata.

Iniciativas para melhorar o atendimento ao paciente
Instituições de saúde têm implementado iniciativas para melhorar o acesso à RM e a continuidade do atendimento. Programas que facilitam o agendamento de exames e consultas de acompanhamento têm sido desenvolvidos para garantir que os pacientes recebam o diagnóstico e o tratamento adequados de forma mais eficiente. A University Hospitals, por exemplo, investiu em tecnologia e técnicas de biópsia, como a abordagem transperineal, para melhorar a qualidade do atendimento.
O aumento no uso de ressonância magnética antes da biópsia de próstata representa um avanço significativo na detecção do câncer, mas a desigualdade no acesso e a necessidade de melhorias na qualidade dos exames ainda são desafios a serem enfrentados. A continuidade das iniciativas de saúde é crucial para garantir que todos os pacientes se beneficiem igualmente das inovações no diagnóstico.






