Vitamina C não previne resfriados, aponta pesquisa

A crença de que a vitamina C pode prevenir resfriados é amplamente disseminada, mas estudos recentes questionam essa ideia. Embora a vitamina C possa aliviar sintomas de resfriados quando consumida regularmente, não há evidências que sustentem sua eficácia como método preventivo.
Histórico da crença sobre a vitamina C
A popularidade da vitamina C como preventivo de resfriados remonta ao trabalho do químico Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel. Em 1970, Pauling publicou um livro sobre vitamina C e o resfriado comum, que impulsionou as vendas do nutriente. Ele recomendava doses diárias entre 1.000 e 2.000 miligramas para a saúde e prevenção de resfriados, baseando-se em estudos que mais tarde foram criticados por sua metodologia.
Evidências científicas sobre a eficácia
Pesquisas recentes indicam que os efeitos da vitamina C sobre resfriados são limitados. Um estudo publicado em 2023 revelou que a suplementação regular pode reduzir em 15% a gravidade dos sintomas, mas não influencia a duração dos sintomas leves. A evidência sugere que os benefícios são mais significativos para atletas e militares.
Resultados de estudos recentes
Uma meta-análise realizada em 2013 concluiu que doses menores, em torno de 200 mg por dia, não diminuíram a incidência de resfriados na população geral, embora tenham mostrado redução na frequência entre atletas. Os estudos indicam que a vitamina C pode reduzir a severidade dos sintomas em crianças e adultos, mas não oferece benefícios se tomada no início dos sintomas.

Recomendações de consumo seguro
As recomendações de Pauling superam os limites considerados seguros. Nos Estados Unidos, o limite superior para adultos é de 2.000 mg por dia, enquanto na Austrália, a ingestão diária recomendada é de apenas 45 mg. A Australia não estabeleceu um limite superior devido à falta de evidências conclusivas, mas recomenda que adultos não consumam mais de 1.000 mg diários.
Embora a vitamina C possa ter um papel na redução da gravidade dos sintomas de resfriados, sua eficácia como preventivo é questionada por estudos recentes. O consumo deve ser moderado e dentro das diretrizes estabelecidas por especialistas em saúde.






