Paleontólogos identificam nova espécie de dinossauro na Argentina

Pesquisadores argentinos descreveram uma nova espécie de dinossauro da família Unenlagiidae, chamada Kank australis, que viveu em ambientes aquáticos durante o período Cretáceo Superior, há cerca de 70 milhões de anos. A descoberta sugere que alguns dinossauros desenvolveram especializações para a captura de peixes.
Descrição da nova espécie de dinossauro
Kank australis é um dinossauro de aproximadamente 2,5 a 3 metros de comprimento, pertencente ao grupo de terópodes semelhantes a aves. Os fósseis encontrados incluem dentes, vértebras e ossos de dedos, que apresentam características distintas, como dentes com sulcos longitudinais e vértebras cervicais pneumáticas, sugerindo adaptações para um estilo de vida aquático.
Habitat e comportamento do Kank australis
O habitat de Kank australis era composto por rios sinuosos e lagoas sazonais, repletos de vegetação aquática e fauna diversificada, incluindo peixes e moluscos. A estrutura de suas vértebras cervicais indica que o dinossauro pode ter sido um pescador ativo, semelhante a aves modernas como as garças, desafiando a visão tradicional de dinossauros raptóricos como predadores terrestres.
Importância da descoberta para a paleontologia
A identificação de Kank australis preenche uma lacuna na distribuição dos dinossauros Unenlagiidae no Cretáceo da Patagônia. Essa descoberta contribui para o entendimento da diversidade e evolução desse grupo, que inclui espécies conhecidas de diferentes regiões, como a Austroraptor cabazai, e sugere que esses dinossauros estavam dispersos em várias latitudes da América do Sul.

Publicação dos resultados da pesquisa
Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Vertebrate Paleontology. A equipe de pesquisa, liderada pelo Dr. Matías Motta do Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia, destaca a importância dos fósseis encontrados na Formação Chorrillo, onde escavações têm sido realizadas desde 2018.
A descoberta de Kank australis não apenas enriquece o conhecimento sobre a fauna do Cretáceo, mas também abre novas perspectivas sobre a ecologia e o comportamento dos dinossauros que habitavam a região da Patagônia.






