Estudo revela riscos ocultos em testes renais normais

Um novo estudo do Karolinska Institutet indica que resultados normais em testes renais podem não refletir a saúde real dos rins. A pesquisa, que analisou dados de mais de um milhão de adultos, sugere que pequenas variações na função renal, mesmo dentro da faixa considerada normal, podem sinalizar riscos elevados de desenvolvimento de doenças renais crônicas.
Resultados de testes renais podem ocultar riscos
Os resultados revelam que níveis de função renal que estão abaixo da média para a idade e sexo de um indivíduo estão associados a piores desfechos de saúde. Aqueles com taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) abaixo do 25º percentil enfrentam um risco significativamente maior de desenvolver insuficiência renal, necessitando de diálise ou transplante.
Desenvolvimento de ferramenta para detecção precoce
Para melhorar a detecção precoce, a equipe de pesquisa criou gráficos de referência populacional para a eGFR. Esses gráficos visam auxiliar médicos na identificação de pacientes em risco elevado. Além disso, foi desenvolvido um calculador online que permite a comparação dos resultados de eGFR de um paciente com valores esperados para sua faixa etária.
Análise de dados de mais de um milhão de adultos
A pesquisa analisou dados de mais de 1,1 milhão de adultos na região de Estocolmo, representando cerca de 80% da população entre 40 e 100 anos. Os pesquisadores utilizaram quase sete milhões de resultados de testes de eGFR coletados entre 2006 e 2021 para construir distribuições de referência específicas por idade e sexo.
Oportunidade para intervenções precoces na saúde renal
Os achados destacam uma lacuna na prática clínica atual. Entre os indivíduos com eGFR acima de 60 ml/min/1.73 m², considerado normal, mas abaixo do 25º percentil, apenas um em cada quatro realizou testes adicionais de albumina urinária, que podem identificar danos renais precoces. Essa situação representa uma oportunidade para intervenções que podem prevenir a progressão da doença renal.
O estudo foi publicado na revista Kidney International e pode ser acessado pelo DOI: 10.1016/j.kint.2025.11.009. A pesquisa faz parte do projeto SCREAM e recebeu financiamento de diversas instituições, incluindo o Conselho Sueco de Pesquisa e a Fundação Sueca do Coração e Pulmão.






