Universidade de Osaka cria fotossíntese artificial sem baterias

Pesquisadores da Universidade Metropolitana de Osaka desenvolveram um sistema de fotossíntese artificial capaz de produzir combustível solar de forma consistente, eliminando a necessidade de baterias. A inovação foi alcançada através da incorporação de um componente químico autorregulável diretamente no eletrólito, simplificando o processo e reduzindo custos.
Sistema de fotossíntese artificial
O sistema de fotossíntese artificial utiliza luz solar para converter água e dióxido de carbono em combustíveis úteis, como o ácido fórmico. Este composto químico é uma forma de armazenar energia para uso posterior, semelhante ao que ocorre na fotossíntese natural das plantas.
Funcionamento do eletrólito
O eletrólito é um componente crucial que transforma a eletricidade gerada por células solares em energia química. O desafio enfrentado por muitos sistemas de fotossíntese artificial é manter a operação eficiente com a variação da luz solar ao longo do dia. Tradicionalmente, isso é feito por meio do método de rastreamento do ponto de máxima potência (MPPT), que ajusta continuamente a tensão e a corrente.
Eliminação de baterias no processo
A equipe de pesquisa, liderada pelo professor associado Yasuo Matsubara e pelo professor Yutaka Amao, redesenhou o eletrólito utilizando um eletrólito sólido especial. Com essa nova abordagem, o eletrólito realiza a função de MPPT autonomamente, eliminando a necessidade de baterias e hardware de controle externo. O sistema se ajusta automaticamente às variações de temperatura e impedância, mantendo a produção de combustível estável.
Resultados e publicações científicas
Os testes realizados com um protótipo demonstraram que o sistema foi capaz de produzir ácido fórmico de forma consistente sob luz solar real, mesmo com mudanças nos níveis de iluminação. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista EES Solar, no artigo intitulado “Chemical maximum-power-point tracking system for stabilized liquid solar-fuel production”. O estudo pode ser acessado através do link DOI: 10.1039/D5EL00177C.
A inovação apresentada pela Universidade Metropolitana de Osaka representa um avanço significativo na busca por fontes de energia limpa e sustentável, com potencial para aplicações em sistemas de energia doméstica.






