Pesquisadores desenvolvem chip que opera em velocidade cerebral

Pesquisadores da China desenvolveram um chip de memristor capaz de realizar modelagens complexas do cérebro em menos de 10 milissegundos, velocidade comparável ao funcionamento do cérebro humano. A inovação promete revolucionar áreas como interfaces cérebro-computador e navegação cirúrgica.
Novo chip de memristor e suas capacidades
O chip, que utiliza um processo de fabricação de 40 nanômetros, combina computação em memória e arrays de deriva de condutância em uma área de apenas 0,28 milímetros quadrados. Ele opera a 50 MHz e realiza cada etapa de integração através de nove estágios de pipeline, superando em até 36 vezes a velocidade de circuitos integrados específicos (ASICs) e consumindo significativamente menos energia.
Colaboração entre instituições chinesas
A pesquisa foi liderada por Yuchao Yang, da Universidade de Pequim, em colaboração com cientistas do Instituto de Microssistemas e Tecnologia da Informação da Academia Chinesa de Ciências. Os resultados foram publicados na revista Science sob o título “A sub-10-millisecond neural dynamical system based on phase-change memristors”. A equipe focou em otimizar a modelagem cerebral, uma tarefa que exige cálculos complexos e precisos.

Impacto na modelagem cerebral em tempo real
A capacidade do chip de realizar operações diretamente onde os dados são armazenados elimina a necessidade de transferências frequentes entre memória e processador, um fator que geralmente retarda o processamento. Essa inovação pode acelerar a modelagem cerebral em tempo real, essencial para o desenvolvimento de tecnologias como interfaces cérebro-computador e ferramentas de navegação cirúrgica.
Resultados e aplicações futuras da tecnologia
Os testes realizados demonstraram que o chip pode reconstruir as superfícies corticais do cérebro com alta fidelidade, produzindo malhas de superfície em 3D que preservam a complexidade dos sulcos cerebrais. Essa tecnologia pode facilitar pesquisas em doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, além de contribuir para a criação de gêmeos digitais do cérebro e outras aplicações médicas.

A pesquisa representa um avanço significativo na interseção entre neurociência e tecnologia, com potencial para transformar a forma como interagimos com sistemas computacionais e compreendemos o funcionamento do cérebro humano.






