Estudo revela assinatura sanguínea em centenários para envelhecer saudável

Pesquisadores da Boston University Chobanian & Avedisian School of Medicine identificaram uma assinatura sanguínea única em centenários, que pode oferecer novas perspectivas sobre o envelhecimento saudável e a longevidade. O estudo revela que certas características químicas no sangue desses indivíduos se distinguem de padrões normais de envelhecimento.
Assinatura sanguínea em centenários
A pesquisa constatou que centenários apresentam níveis elevados de ácidos biliares primários e secundários, além de níveis preservados de esteroides. Essas características bioquímicas diferem das observadas em pessoas em envelhecimento normal e estão associadas a um menor risco de mortalidade. Segundo o professor Stefano Monti, um dos autores do estudo, “nossos achados apontam para impressões digitais químicas mensuráveis no sangue que estão ligadas a uma vida longa e saudável”.
Metabolismo e envelhecimento saudável
O estudo analisou amostras de sangue de 213 participantes do New England Centenarian Study, que investiga pessoas com longevidade excepcional. Os pesquisadores utilizaram um ensaio de metabolômica não direcionada para medir aproximadamente 1.495 pequenas moléculas no soro sanguíneo. A comparação dos níveis de metabolitos entre centenários, seus filhos e participantes controle revelou padrões que se mantiveram consistentes em diferentes investigações.
Análise de amostras de sangue
Os cientistas desenvolveram um modelo de aprendizado de máquina, denominado “relógio metabolômico”, que estima a idade biológica a partir dos níveis de metabolitos. Essa abordagem permitiu avaliar a relação entre a idade biológica e a sobrevivência dos participantes após a coleta das amostras. Os resultados indicam que a compreensão desses padrões pode auxiliar na identificação de indivíduos em maior risco de declínio relacionado à idade.
Perspectivas para biomarcadores de envelhecimento
Os pesquisadores acreditam que os metabolitos identificados podem servir como biomarcadores para estimar a idade biológica e monitorar a resposta a intervenções de saúde. Além disso, destacam a importância de investigar caminhos biológicos relacionados a ácidos biliares, esteroides e marcadores de estresse oxidativo como possíveis alvos para futuras terapias. Os achados foram publicados na revista GeroScience.
A pesquisa sobre a assinatura sanguínea em centenários abre novas possibilidades para intervenções que visem promover um envelhecimento saudável e ativo. A validação dos resultados em populações maiores e mais diversas será essencial para a aplicação prática das descobertas.






