Estudo relaciona colisão de asteroide a eventos na Terra e Marte

Uma pesquisa liderada pelo Southwest Research Institute (SwRI) sugere que uma colisão catastrófica de um asteroide há 800 milhões de anos pode ter desencadeado uma série de impactos que afetaram não apenas a Lua, mas também a Terra, Marte e Vênus. O estudo, publicado no Planetary Science Journal, revela como a fragmentação do corpo parental do grupo de asteroides Eulalia influenciou a dinâmica do sistema solar interno.
Colisão catastrófica de asteroide há 800 milhões de anos
A colisão do asteroide Eulalia, estimado em cerca de 100 km de diâmetro, ocorreu em uma região crítica do cinturão de asteroides, próxima ao ponto de ressonância J3:1 com Júpiter. Essa posição orbital permitiu que fragmentos do asteroide fossem lançados em direção ao sistema solar interno, resultando em um bombardeio intenso de asteroides.
Evidências na Lua e impactos na Terra
A pesquisa identificou um aumento significativo na formação de crateras na Lua, incluindo a cratera Copernicus, datada desse período. Amostras de vidro coletadas por astronautas da Apollo também mostraram idades radiométricas concentradas em torno de 800 milhões de anos. Na Terra, a colisão pode ter contribuído para a Anomalia de Bitter Springs, que alterou o ciclo de carbono e possivelmente influenciou a evolução da vida marinha.

Consequências para Marte e Vênus
Os autores do estudo sugerem que Marte também foi afetado, com um pico na formação de caldeiras vulcânicas coincidente com a colisão. As ondas de choque dos impactos podem ter desestabilizado reservatórios de magma, levando a erupções vulcânicas. Para Vênus, a hipótese é que a chuva de fragmentos de asteroides poderia ter causado um evento de resurfacing vulcânico em escala planetária há cerca de 650 milhões de anos.
Os pesquisadores utilizaram modelos dinâmicos para investigar a história da família Eulalia, estabelecendo uma conexão entre eventos geológicos e biológicos significativos em diferentes planetas.






