Milky Way teve inversão de disco há bilhões de anos

Pesquisadores da Universidade de Durham apresentaram novas evidências que sugerem que a Via Láctea passou por uma inversão de disco há bilhões de anos. A descoberta, baseada em simulações avançadas, pode esclarecer a formação e a evolução da nossa galáxia.
Características dos discos da Via Láctea
A Via Láctea possui duas estruturas de disco distintas: o disco fino, que abriga a maioria das estrelas jovens, e o disco espesso, composto por estrelas mais antigas e com uma rotação mais lenta. O disco espesso é considerado um halo estelar que se formou a partir da fusão com outras galáxias ao longo do tempo.
Pesquisas sobre a rotação do disco espesso
Estudos realizados com dados da missão Gaia revelaram que o disco espesso da Via Láctea apresenta uma rotação fraca, variando entre 10 a 20 km/s. Essa rotação lenta, associada a estrelas mais antigas e com órbitas excêntricas, sugere que essas estrelas são remanescentes de fusões galácticas passadas.

Simulações Auriga e suas descobertas
Os pesquisadores utilizaram as simulações Auriga, que modelam a formação de galáxias levando em consideração fatores como buracos negros e matéria escura. As simulações indicaram que galáxias semelhantes à Via Láctea, que passaram por fusões, também experimentaram eventos de inversão de disco.
Implicações da inversão do disco
A hipótese de que a Via Láctea sofreu uma inversão de disco implica que a trajetória das estrelas, incluindo o nosso Sol, pode ter sido significativamente diferente no passado. Isso sugere que a estabilidade atual da posição do Sistema Solar na galáxia pode não ter sido uma constante ao longo de sua história.

Essas descobertas contribuem para o entendimento da dinâmica galáctica e da evolução das galáxias, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história da Via Láctea e suas interações com outras galáxias, como a Gaia-Enceladus-Sausage.






