Genética pode influenciar efeitos de dietas low-carb no colesterol

Um estudo recente sugere que a genética desempenha um papel significativo na resposta do colesterol a dietas low-carb. A pesquisa, apresentada por Alexa Barad, PhD, RDN, da Stanford University School of Medicine, revela que indivíduos com predisposição genética a altos níveis de colesterol podem experimentar aumentos mais acentuados no LDL ao seguir essas dietas.
Impacto das dietas low-carb no colesterol
As dietas low-carb têm ganhado popularidade, mas seus efeitos sobre o colesterol variam amplamente entre os indivíduos. Enquanto alguns não observam mudanças significativas, outros experimentam aumentos consideráveis nos níveis de LDL, um fator de risco para doenças cardíacas. O estudo analisou dados de mais de 600 adultos participantes do ensaio clínico DIETFITS, que comparou dietas low-carb e low-fat.
Estudo analisa relação entre genética e colesterol
A pesquisa focou em 431 participantes do DIETFITS que tinham dados genéticos disponíveis. Os pesquisadores descobriram que aqueles com predisposição genética para níveis elevados de LDL eram mais propensos a apresentar aumentos significativos ao consumir mais gordura saturada. Essa relação não foi observada entre os que seguiram a dieta low-fat.
Saturação de gordura e resposta ao colesterol
O estudo revelou que a sensibilidade à gordura saturada pode ser um fator determinante para o aumento do LDL em indivíduos geneticamente predispostos. Os participantes com maior risco genético mostraram os maiores aumentos nos níveis de colesterol ao consumir mais gordura saturada, o que sugere que a interação entre dieta e genética é crucial para entender as respostas ao colesterol.
Importância do monitoramento individualizado
Barad enfatizou que o monitoramento individualizado é essencial, pois as respostas às mudanças dietéticas podem variar amplamente entre as pessoas. A pesquisa sugere que, em vez de seguir regras dietéticas rígidas, é fundamental observar como cada organismo reage. A orientação atual recomenda manter a gordura saturada abaixo de 10% das calorias diárias, priorizando fontes de gordura insaturada, como nozes e azeite.
Os resultados do estudo podem contribuir para uma compreensão mais profunda das interações entre dieta e genética, além de orientar futuras recomendações dietéticas. A necessidade de mais pesquisas para confirmar esses achados e sua aplicabilidade em populações diversas é evidente.






