Cientistas criam ‘canhão atômico’ para testar gravidade

Pesquisadores do ETH Zurich e do Paul Scherrer Institute (PSI) desenvolveram um “canhão atômico” para investigar se a matéria exótica se comporta conforme as previsões da teoria da gravidade de Einstein. A inovação, que utiliza um feixe controlado de muônio, pode abrir novas possibilidades na compreensão da interação gravitacional entre partículas.
Desenvolvimento do canhão atômico
O canhão atômico foi projetado para gerar um feixe de muônio, um átomo composto por um elétron e um antimuon. Este avanço é crucial para medir como a gravidade afeta partículas mais pesadas, como o múon, que é um parente do elétron. A pesquisa foi publicada na revista Nature Physics.

Importância do muônio na pesquisa
O muônio, sendo uma partícula de segunda geração, permite investigar se a relação entre massa gravitacional e massa inercial, que é válida para a matéria comum, se aplica também a partículas exóticas. Essa questão é central para a física moderna, uma vez que o Modelo Padrão não explica a existência de gerações adicionais de partículas.

Desafios do experimento de gravidade
Os pesquisadores enfrentam o desafio do rápido decaimento dos múons, que ocorre em média a cada 2,2 microsegundos. Anteriormente, fontes de muônio apresentavam dificuldades devido à dispersão dos átomos em diferentes direções e velocidades, dificultando medições precisas. O novo método permite a produção de átomos de muônio em um estado “frio”, facilitando a experimentação.

Próximos passos na medição da gravidade
Após a produção do feixe, a equipe está desenvolvendo um interferômetro que utilizará as propriedades de onda dos átomos para criar um padrão de interferência. A gravidade da Terra deve provocar uma leve alteração nesse padrão, possibilitando a medição da interação gravitacional do muônio. Para mais informações, acesse Muoniverse.

O desenvolvimento do canhão atômico representa um passo significativo na pesquisa sobre gravidade e partículas exóticas. A continuidade dos experimentos poderá contribuir para uma melhor compreensão das leis fundamentais que regem o universo.






