Pesquisadores revelam limites da supercondutividade com pulsos rápidos

Pesquisadores desenvolveram um método inovador para investigar os limites da supercondutividade, utilizando pulsos elétricos ultrarrápidos. Essa abordagem permite explorar o comportamento de materiais supercondutores além das limitações experimentais convencionais, revelando diferenças significativas entre eles.
Supercondutividade e seu funcionamento
A supercondutividade é um fenômeno em que certos materiais, ao serem resfriados abaixo de uma temperatura crítica, perdem toda a resistência elétrica. Isso ocorre devido à formação de pares de Cooper, que são pares de elétrons que se movem em um estado quântico coordenado. Essa propriedade torna os supercondutores essenciais para diversas aplicações tecnológicas, como ímãs potentes e circuitos quânticos.
Desafios na medição da corrente crítica
Um dos principais desafios na pesquisa de supercondutores é a medição da corrente crítica, que é o nível de corrente elétrica acima do qual a supercondutividade se perde. Em supercondutores do tipo II, a corrente crítica frequentemente não reflete o verdadeiro limite microscópico da supercondutividade, sendo influenciada pela movimentação de vórtices, que são regiões onde o fluxo magnético penetra no material e causam resistência e aquecimento.
Método inovador com pulsos elétricos ultrarrápidos
Os pesquisadores abordaram esse problema utilizando pulsos elétricos extremamente breves, que permitem alcançar densidades de corrente muito altas antes que os vórtices tenham tempo de se mover ou causar aquecimento. Essa técnica, desenvolvida em uma plataforma de transporte elétrico ultrarrápido, utiliza interruptores fotocondutivos acionados por pulsos de laser de 300 femtosegundos, resultando em pulsos elétricos que duram apenas alguns picosegundos.

Comportamento distinto de materiais supercondutores
Os testes foram realizados com dois materiais supercondutores, NbN e YBCO, que apresentam estruturas fundamentais diferentes. O NbN manteve sua supercondutividade até atingir um limite bem acima da corrente crítica convencional, enquanto o YBCO mostrou um enfraquecimento progressivo de sua supercondutividade à medida que a corrente aumentava. Essa diferença se deve à estrutura dos materiais, onde o gap de energia do NbN é quase uniforme, enquanto o do YBCO varia significativamente com a direção.
Os resultados obtidos podem ser consultados na publicação científica disponível em Nature.






