Buracos negros crescem mais rápido que suas galáxias

Estudo recente revela que alguns buracos negros supermassivos estão crescendo em um ritmo mais acelerado do que suas galáxias. A pesquisa, conduzida com o telescópio eROSITA, analisou mais de 20 mil quasares, fornecendo novas evidências sobre a relação entre a massa dos buracos negros e a das galáxias que os abrigam.
Relação entre buracos negros e galáxias
A maioria das galáxias possui um buraco negro supermassivo em seu centro, e a relação entre as massas de ambos tem sido objeto de estudo por décadas. Em geral, a massa de um buraco negro representa cerca de 0,5% da massa total da galáxia. Essa correlação sugere um desenvolvimento conjunto, embora a natureza exata dessa relação ainda seja debatida.
Estudo com o telescópio eROSITA
O telescópio eROSITA foi fundamental para a pesquisa, permitindo a observação detalhada de quasares, que são alimentados por buracos negros supermassivos ativos. A equipe de pesquisadores analisou a luminosidade dos quasares, que está relacionada à massa do buraco negro, e comparou com as massas das galáxias hospedeiras.
Resultados surpreendentes sobre quasares
Os resultados mostraram que oito quasares apresentavam uma relação de massa incomum, com um fator de 20 para 1, em contraste com a relação típica de 200 para 1. Isso indica que a massa desses buracos negros representa cerca de 5% da massa de suas galáxias. Além disso, três dos quasares analisados estavam entre os mais brilhantes, sugerindo um consumo de matéria em ritmo acelerado.

Implicações para a evolução galáctica
As descobertas levantam questões sobre a evolução galáctica, uma vez que as galáxias associadas a esses buracos negros são relativamente fracas, indicando uma escassez de estrelas. Isso pode sugerir que, com o tempo, novas estrelas podem se formar, ou que o buraco negro pode consumir tanto material que a formação estelar futura seja inviabilizada. A pesquisa sugere que, em certas condições, o crescimento dos buracos negros pode superar o das galáxias, revelando uma dinâmica complexa entre esses dois componentes.
Os resultados do estudo foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics, evidenciando a necessidade de mais observações para entender completamente as interações entre buracos negros e galáxias.






