Método aprimorado mede distância entre pares de quasares

Pesquisadores da Universidade de Alberta desenvolveram um novo método para medir a distância entre pares de quasares, o que pode reduzir a incerteza nas medições da expansão do cosmos. Os quasares, galáxias com núcleos brilhantes alimentados por buracos negros supermassivos, são fundamentais para entender a dinâmica do universo.
Desafios na medição de quasares
A medição da velocidade recessional de galáxias, que é essencial para determinar a expansão do universo, é complexa quando se trata de pares de quasares. A presença de buracos negros supermassivos pode empurrar gases para fora em velocidades tão altas que as medições de velocidade se tornam imprecisas, resultando em erros de até 10 milhões de anos-luz.
Nova abordagem para medir distâncias
A nova metodologia, chamada de Efeito de Proximidade de Quasar (QPE), analisa linhas de absorção de hidrogênio nas regiões gasosas ao redor dos quasares. Essa técnica permite que os astrônomos vejam essas áreas no espectro de um quasar, utilizando simulações e algoritmos para medir a distância entre pares de quasares de forma mais precisa.

Resultados e precisão do novo método
Os resultados indicam que o novo método oferece estimativas de distância mais precisas do que as medições convencionais de redshift. Enquanto essas últimas podem ter uma margem de erro de dezenas de milhões de anos-luz, a nova abordagem consegue determinar a separação física entre quasares com uma precisão de até meio milhão de anos-luz.
Próximos passos da pesquisa
Os pesquisadores, liderados pelo Dr. Huanqing Chen, planejam testar a precisão do método utilizando características menores e mais finas nos espectros reais dos quasares. Essa investigação pode abrir novas possibilidades para a caracterização da separação verdadeira entre pares de quasares, sem a necessidade de observações adicionais que podem levar anos para serem obtidas.

A nova técnica representa um avanço significativo na astrofísica, contribuindo para a compreensão da evolução das galáxias e da expansão do universo. A pesquisa foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters.






