Células fibroblásticas ajudam câncer de pulmão a escapar do sistema imunológico

Pesquisadores da Universidade de Columbia identificaram uma nova população de fibroblastos, conhecidos como CHL1, que podem auxiliar o câncer de pulmão a evitar a ação do sistema imunológico. Esses fibroblastos recrutam células T reguladoras para a borda dos tumores, criando um ambiente imunológico que protege as neoplasias.
Identificação de fibroblastos CHL1
Os fibroblastos CHL1 foram descobertos por meio de transcriptômica de célula única, uma técnica que analisa a atividade gênica em células individuais. Essa abordagem permitiu a identificação de fibroblastos que expressam o gene CHL1, ausente em fibroblastos de pulmões saudáveis. A pesquisa revelou que esses fibroblastos desempenham um papel crucial na evasão imunológica dos tumores.
Mecanismo de evasão imunológica
Os fibroblastos CHL1 recrutam células T reguladoras para a periferia dos tumores, o que ajuda a controlar a inflamação nos pulmões. Essa função, normalmente benéfica, torna-se uma estratégia de sobrevivência para os tumores, pois impede que o sistema imunológico ataque as células cancerígenas. A pesquisa indicou que a sinalização mediada pela proteína CXCL9 é essencial para esse recrutamento.

Estudo em humanos e implicações clínicas
Os pesquisadores também encontraram fibroblastos CHL1 em amostras de câncer de pulmão humano. A análise de dados de pacientes revelou que aqueles com maior quantidade desses fibroblastos apresentavam respostas imunológicas mais fracas e taxas de sobrevida livre de progressão mais baixas. Esses achados sugerem que os fibroblastos e o processo de supressão imunológica que eles promovem podem se tornar alvos para novos tratamentos.
Perspectivas para novos tratamentos
Uma possível estratégia terapêutica seria direcionar as células T reguladoras recrutadas pelos fibroblastos CHL1, permitindo uma resposta imunológica mais robusta contra o câncer. Além disso, os fibroblastos CHL1, por não estarem presentes em pulmões saudáveis, representam um alvo promissor para intervenções futuras. A origem e o mecanismo de formação dessas células ainda precisam ser investigados.

O estudo foi publicado na revista Nature Immunology e pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de novas abordagens no tratamento do câncer de pulmão, que continua a ser a principal causa de morte relacionada ao câncer nos Estados Unidos. Para mais detalhes, acesse o artigo completo em Nature Immunology.






