Cientistas da UCLA desenvolvem células que combatem tumores

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) desenvolveram uma nova terapia com células T que promete avanços significativos no tratamento de câncer, especialmente em tumores sólidos. A abordagem utiliza células-tronco do cordão umbilical para criar células T geneticamente modificadas, capazes de identificar e atacar células tumorais de maneira mais eficaz.
Nova terapia com células T para tratamento de câncer
A terapia com células T, conhecida como terapia de receptor de células T (TCR), modifica geneticamente células T do sistema imunológico para que reconheçam e ataquem células cancerígenas. Essa técnica é distinta da terapia CAR T, que se limita a proteínas na superfície das células tumorais. A terapia TCR pode identificar fragmentos de proteínas que se originam dentro das células cancerosas, ampliando o leque de alvos potenciais.
Desafios atuais da terapia com células T
Um dos principais desafios enfrentados pelas terapias TCR é a necessidade de produzir tratamentos personalizados a partir das células T do próprio paciente. Esse processo pode levar semanas e ter custos elevados. Alternativas com células T de doadores foram exploradas, mas apresentam riscos, como a doença do enxerto contra o hospedeiro, onde as células transplantadas atacam os tecidos saudáveis do paciente.
Estratégia inovadora com células-tronco do cordão umbilical
A equipe da UCLA propôs uma solução escalável para esses problemas, criando lotes padronizados de células T a partir de células-tronco do cordão umbilical. Em um estudo publicado na revista Cell Reports Medicine, os cientistas demonstraram que as células T modificadas, chamadas AlloESO-T, foram eficazes em controlar o crescimento tumoral em modelos de câncer de ovário e melanoma, sem causar efeitos colaterais graves.

Mecanismos adicionais para combater células tumorais
Além da modificação genética, as células AlloESO-T incorporam receptores de células assassinas naturais, que reconhecem sinais de estresse frequentemente exibidos por células tumorais. Essa estratégia oferece uma segunda via para identificar e eliminar células cancerosas, mesmo quando o alvo principal não está mais visível. Experimentos laboratoriais mostraram que essa abordagem é promissora para superar a diversidade das células tumorais.
As inovações apresentadas pela equipe da UCLA podem representar um avanço significativo no tratamento de câncer, especialmente em tumores sólidos, oferecendo novas esperanças para pacientes que enfrentam essa doença desafiadora.






