Estudo revela droga à base de cobre que combate Alzheimer

Pesquisadores da Universidade Monash identificaram uma nova abordagem para o tratamento da doença de Alzheimer, utilizando um medicamento à base de cobre que demonstrou eficácia na redução de proteínas tóxicas no cérebro e na melhora da memória em testes laboratoriais.
Pesquisa identifica nova abordagem para Alzheimer
O estudo, publicado na revista ACS Chemical Neuroscience, revelou que o composto Cu(ATSM) é capaz de restaurar um importante processo de limpeza cerebral que se deteriora na doença de Alzheimer. A pesquisa mostrou que o tratamento diminuiu em 42% a acumulação de amyloide-beta, uma proteína tóxica associada à doença, e melhorou a memória espacial em quase 44%.
Mecanismo de ação do Cu(ATSM) no cérebro
O Cu(ATSM) atua na reparação de bombas de transporte conhecidas como P-glicoproteínas (P-gp), que são essenciais para a remoção de proteínas tóxicas do cérebro. O autor principal, Dr. Jae Pyun, destacou que o tratamento aumentou a abundância dessas bombas em 24,1% em um modelo de Alzheimer, facilitando a eliminação de resíduos acumulados no cérebro.
Potencial para testes clínicos em humanos
O professor Joseph Nicolazzo, coautor do estudo, afirmou que o Cu(ATSM) pode avançar rapidamente para testes clínicos em humanos, uma vez que já passou por avaliações de segurança para outras condições neurológicas, como Parkinson e ELA. A pesquisa sugere que a redução da carga de amyloide pode melhorar os resultados funcionais em pacientes com Alzheimer.

Urgência por novas terapias contra demência
Com o aumento da população idosa e o crescimento das mortes relacionadas à demência, a necessidade de novas terapias para Alzheimer se torna cada vez mais urgente. Na Austrália, a demência se tornou a principal causa de morte, superando doenças cardíacas. Pesquisadores enfatizam a importância de desenvolver tratamentos que possam retardar ou prevenir o declínio cognitivo.
Os resultados preliminares deste estudo fornecem uma base sólida para investigações futuras sobre terapias com biometais, como o Cu(ATSM), no combate à disfunção vascular e ao declínio da memória associado à doença de Alzheimer. Para mais detalhes, consulte o artigo completo em ACS Chemical Neuroscience.






