Einstein Probe revela nova fase em colisões de estrelas de nêutrons

A missão Einstein Probe identificou uma nova fase de emissão de raios X suaves durante colisões de estrelas de nêutrons, revelando informações sobre a atividade remanescente após explosões de raios gama. Essa descoberta pode alterar a compreensão sobre os eventos associados a essas fusões.
Descoberta de raios X suaves
A missão Einstein Probe capturou, em 4 de julho de 2025, o evento EP250704a/GRB 250704B, que apresentou uma emissão prolongada de raios X suaves após um breve flash de raios gama. Essa emissão durou quase dez minutos, desafiando as expectativas anteriores sobre a duração típica de explosões de raios gama curtas.
Análise do evento EP250704a
A análise inicial do evento foi conduzida por An Li, estudante de doutorado da Beijing Normal University. Ele observou que, apesar de parecer um evento comum de raios gama, a fonte continuou a emitir raios X suaves por um período significativo, o que não era detectável por instrumentos convencionais de raios gama, como o Burst Alert Telescope do Swift.
Campanha internacional de acompanhamento
Após a descoberta, uma campanha internacional de acompanhamento foi organizada, envolvendo observações em múltiplas comprimentos de onda. Eleonora Troja, da Universidade de Roma ‘Tor Vergata’, liderou a equipe que obteve informações cruciais sobre o redshift por meio de análises espectroscópicas, permitindo identificar a galáxia hospedeira do evento e descartar a presença de uma supernova.

Implicações para a astrofísica
As observações sugerem que a emissão de raios X suaves está diretamente relacionada ao remanescente da fusão, possivelmente indicando a formação de um magnetar, uma estrela de nêutrons altamente magnetizada. Essa nova fase de raios X pode oferecer uma conexão entre transientes eletromagnéticos rápidos e fontes de ondas gravitacionais, ampliando o entendimento sobre colisões de objetos compactos.
A descoberta da fase de raios X suaves pode abrir novas possibilidades para a pesquisa em astrofísica, permitindo que cientistas explorem fenômenos que antes eram invisíveis. A pesquisa foi publicada na revista científica Science Bulletin.






