Exercício pode ajudar a retardar progressão do Parkinson

Pesquisadores da Universidade de Nevada, Las Vegas (UNLV) estão investigando como o exercício aeróbico pode contribuir para retardar a progressão da doença de Parkinson. A pesquisa sugere que a prática regular de atividades físicas pode aumentar a produção de substâncias protetoras no cérebro e reduzir a inflamação, fatores cruciais para o manejo da doença.
Pesquisa sobre o impacto do exercício no Parkinson
O estudo liderado por Merrill Landers, reitor interino da Escola de Ciências da Saúde Integradas da UNLV, aponta que o exercício pode ser uma ferramenta eficaz para desacelerar a progressão dos sintomas da doença de Parkinson. Com o apoio da Cyrus Tang Foundation, a pesquisa investiga como a atividade física pode influenciar a saúde cerebral e a inflamação associada à doença.
Mecanismos de ação do exercício no cérebro
O exercício aeróbico atua como um “fertilizante para o cérebro”, aumentando a produção do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Esse composto é essencial para a sobrevivência e crescimento dos neurônios, além de ajudar a reduzir a inflamação no corpo e no cérebro. A inflamação, embora necessária para a defesa imunológica, pode acelerar a morte neuronal quando em níveis excessivos.

Intensidade e tipos de exercícios recomendados
Landers recomenda atividades aeróbicas sustentadas, como caminhada em esteira, ciclismo e dança, com uma intensidade que permita ao praticante falar apenas em frases curtas. Essa faixa de intensidade, entre 60% e 75% da frequência cardíaca máxima, é considerada ideal para maximizar os benefícios do BDNF. Além disso, exercícios de força e treinamento intervalado também podem ser benéficos, desafiando o equilíbrio e a coordenação dos pacientes.
Contexto e relevância da pesquisa sobre Parkinson
A doença de Parkinson é um transtorno neurodegenerativo que afeta principalmente pessoas entre 55 e 65 anos, impactando a mobilidade, o sono e a cognição. Com a ausência de uma cura, a pesquisa sobre o papel do exercício no controle dos sintomas é crucial. A atuação de figuras públicas, como o ator Michael J. Fox, tem contribuído para aumentar a conscientização e o financiamento para a pesquisa sobre a doença, destacando a importância de estratégias não farmacológicas no tratamento.

Os resultados preliminares da pesquisa em andamento na UNLV indicam que o exercício pode ser uma abordagem promissora para retardar a progressão da doença de Parkinson, oferecendo uma alternativa viável até que uma cura definitiva seja encontrada.






