Estudo associa fatores de risco à longevidade sem demência

Um estudo recente revelou que evitar hipertensão, diabetes e tabagismo na meia-idade pode estar associado a um aumento significativo nos anos vividos sem demência. A pesquisa, publicada na revista Neurology Open Access, analisou dados de mais de 12 mil participantes ao longo de 26 anos.
Fatores de risco e longevidade sem demência
Os resultados indicam que adultos com pressão arterial normal, sem diabetes e sem histórico de tabagismo viveram, em média, 30,1 anos sem desenvolver demência. Em contraste, aqueles que apresentaram os três fatores de risco viveram apenas 17,5 anos sem a condição, resultando em uma diferença de quase 13 anos. A pesquisa sugere que a prevenção desses fatores na meia-idade pode ser uma estratégia eficaz para retardar o início da demência.
Metodologia da pesquisa
O estudo acompanhou 12.409 indivíduos livres de demência no início da pesquisa, com idade média de 56 anos. Os pesquisadores avaliaram os fatores de risco vascular, incluindo hipertensão, diabetes e tabagismo. A hipertensão foi definida como uma leitura superior a 140/90 mmHg ou o uso de medicação para controle da pressão arterial. Os participantes foram monitorados por um período médio de 26 anos, durante o qual 3.008 desenvolveram demência.
Diferenças entre sexos e raças
A pesquisa também revelou diferenças significativas entre sexos e raças. Mulheres viveram mais anos sem demência do que homens, independentemente do número de fatores de risco. Entre os participantes com todos os três fatores, as mulheres viveram em média 18,1 anos sem demência, enquanto os homens viveram 16,6 anos. Além disso, participantes brancos apresentaram uma expectativa maior de vida sem demência em comparação aos negros, com médias de 19,6 e 16,0 anos, respectivamente.

Implicações para a saúde pública
As conclusões do estudo ressaltam a importância de estratégias de saúde pública voltadas para a prevenção de fatores de risco na meia-idade. O autor do estudo, Josef Coresh, enfatizou que a redução desses fatores pode não apenas aumentar a longevidade sem demência, mas também melhorar a qualidade de vida da população envelhecente. A pesquisa foi publicada em Neurology Open Access.
Os resultados obtidos oferecem uma base sólida para futuras investigações sobre a relação entre fatores de risco vascular e a saúde cognitiva. A promoção de hábitos saudáveis, como a gestão da pressão arterial e a interrupção do tabagismo, é essencial para a saúde pública, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional.






