Milho de canal revela traços genéticos de manejo aborígene

Uma equipe de pesquisadores identificou um campo extenso de milho de canal na Austrália, revelando traços genéticos que podem indicar práticas de manejo agrícola dos povos aborígenes. A descoberta, realizada em 2025, está sendo analisada em conjunto com registros arqueológicos e paleoambientais da região.
Descoberta em campo arqueológico na Austrália
O campo de milho de canal foi localizado no coração do Channel Country, uma vasta área no sudoeste de Queensland, que abrange mais de 280 mil quilômetros quadrados. Este local é habitado pelos Mithaka, cuja história de interação com a flora local remonta a pelo menos 3 mil anos, quando desempenharam um papel crucial no desenvolvimento de um sistema de comércio e troca transcontinental.
Importância do milho de canal para os Mithaka
O milho de canal (Echinochloa turneriana) é uma fonte alimentar significativa para os Mithaka, que utilizavam diversas plantas em sua dieta, incluindo pelo menos 200 espécies diferentes para alimentação, medicina e rituais. A pesquisa atual busca compreender como o manejo dessas plantas reflete as práticas culturais e econômicas da comunidade.

Avanços na pesquisa genética de plantas
A pesquisa genética tem avançado na compreensão das interações entre humanos e plantas, com estudos realizados em diversas regiões, incluindo as Américas e Ásia. Esses estudos têm revelado como as práticas de manejo aborígene influenciaram a vegetação local, embora ainda haja muito a ser explorado.
Características genéticas do milho de canal
A análise do genoma do milho de canal revelou uma complexidade genética notável. Este organismo apresenta 12 cópias de cada cromossomo, um fenômeno conhecido como poliploidia, que pode ocorrer devido a hibridizações ou erros reprodutivos. Essa característica genética pode estar relacionada ao manejo humano ao longo dos séculos.

A pesquisa em andamento sobre o milho de canal e suas implicações para o entendimento das práticas agrícolas aborígenes é um passo importante para valorizar o conhecimento ancestral e as contribuições dos povos indígenas à biodiversidade e à agricultura.






