NASA identifica locais na Lua onde micróbios podem sobreviver

Pesquisadores da NASA e da Universidade de Maryland descobriram que micróbios da Terra podem sobreviver em áreas sombreadas próximas ao polo sul da Lua. A pesquisa, publicada na revista Science Advances, revela que, mesmo em condições extremas, algumas espécies de bactérias e fungos podem encontrar refúgio temporário.
Pesquisa revela resistência de micróbios em sombras lunares
O estudo indica que certas espécies de micróbios podem sobreviver por até uma semana em locais sombreados na superfície lunar. Os pesquisadores utilizaram simulações para mapear como a topografia lunar influencia a exposição à radiação ultravioleta (UV) e à temperatura.
Implicações para exploração humana na Lua e Marte
A descoberta tem implicações significativas para futuras missões humanas à Lua e Marte. A presença de micróbios da Terra pode complicar a identificação de sinais de vida extraterrestre, uma vez que a contaminação biológica pode interferir na pesquisa científica. Prabal Saxena, cientista planetário da NASA, enfatizou a necessidade de entender o que já existe nos locais de exploração.
Metodologia de simulação e mapeamento lunar
Os pesquisadores criaram mapas detalhados da superfície lunar utilizando dados de temperatura e elevação coletados pelo Lunar Reconnaissance Orbiter. A metodologia incluiu o uso de ray tracing para modelar como a luz solar interage com a topografia lunar, permitindo a identificação de áreas que podem abrigar micróbios.
Resultados sobre a persistência de micróbios
Os resultados mostraram que locais com sombras podem criar “nichos sobreviventes” onde micróbios, como o Aspergillus, podem persistir. A pesquisa sugere que esses micróbios podem ocupar até 30% das áreas sombreadas, destacando a complexidade da sobrevivência em ambientes extremos.
A pesquisa completa está disponível em Science Advances.






