Paleontólogos identificam nova espécie de axolote no México

Pesquisadores da Universidad Nacional Autónoma de México identificaram uma nova espécie de axolote, chamada Ambystoma quetzalcoatli, a partir de fósseis encontrados no estado de Hidalgo. A descoberta, que data de aproximadamente 4,2 milhões de anos, representa o registro mais antigo do gênero Ambystoma no país.
Descoberta de Ambystoma quetzalcoatli
A nova espécie foi identificada a partir de vários espécimes fossilizados coletados no sítio fossilífero de Sanctorum, na área de Santa María Amajac. Os paleontólogos Jorge Herrera-Flores e María Patricia Velasco-de León confirmaram que os fósseis pertencem a uma nova espécie, que apresenta características morfológicas distintas em comparação com espécies vivas.
Características morfológicas do novo axolote
O Ambystoma quetzalcoatli possui uma combinação única de características esqueléticas. Entre elas, destaca-se uma abertura em forma de V na parte frontal dos ossos pré-maxilares e uma lacuna no topo do crânio que persiste em diferentes estágios de desenvolvimento, um traço associado à paedomorfose. Além disso, apresenta um osso de forma incomum na base do crânio, conhecido como parasphenoid.

Importância da descoberta para a biodiversidade
A descoberta do Ambystoma quetzalcoatli é significativa para a compreensão da biodiversidade do antigo sistema lacustre de Amajac. A região já revelou várias espécies fósseis exclusivas, sugerindo que o isolamento geográfico criado pelas montanhas pode ter favorecido a evolução de espécies locais únicas. Os pesquisadores enfatizam que a diversidade morfológica dentro da família Ambystomatidae é alta, especialmente entre as espécies mexicanas.
Publicação da pesquisa em periódico científico
Os resultados da pesquisa foram publicados em maio de 2026 no periódico Palaeontologia Electronica. O estudo não apenas confirma a existência de uma nova espécie de axolote, mas também ressalta a importância da área de Santa María Amajac para a compreensão da origem das faunas megadiversas modernas no México.

A identificação do Ambystoma quetzalcoatli contribui para o conhecimento sobre a evolução e a diversidade dos axolotes, além de abrir novas possibilidades para futuras descobertas na paleontologia mexicana.






