Pesquisadores australianos encontram nova forma de tratar câncer de mama

Pesquisadores da Universidade de Adelaide e do Instituto de Pesquisa em Câncer Olivia Newton-John identificaram uma nova abordagem promissora para combater o câncer de mama triplo-negativo, uma das formas mais agressivas da doença. O estudo revela uma fraqueza molecular que pode ajudar a determinar quais pacientes se beneficiariam de um medicamento já existente, visando retardar a disseminação do câncer.
Identificação de fraqueza molecular no câncer de mama
A pesquisa, publicada na revista EMBO Molecular Medicine, destaca que pacientes com baixos níveis de miR-342, juntamente com alta atividade na via E2F, apresentam maior risco de desenvolver doenças metastáticas. Essa descoberta é crucial, pois o câncer de mama triplo-negativo carece de receptores hormonais, dificultando o tratamento com terapias convencionais.

Resultados de estudos com miR-342 e palbociclib
Em modelos pré-clínicos, a restauração dos níveis de miR-342 reduziu significativamente a disseminação do câncer para órgãos distantes, como pulmões e ossos. Além disso, o uso do palbociclib, um inibidor de CDK4/6 já utilizado em câncer de mama avançado com receptores hormonais positivos, mostrou eficácia em reduzir o crescimento de tumores metastáticos em modelos com baixos níveis de miR-342.

Implicações para o tratamento de câncer de mama triplo-negativo
Os resultados sugerem que os níveis de miR-342 podem ajudar a identificar mulheres com câncer de mama triplo-negativo que são mais propensas a se beneficiar de inibidores de CDK4/6. Essa abordagem pode permitir a reutilização de uma terapia existente para tratar uma forma particularmente agressiva da doença, oferecendo novas esperanças para pacientes com opções limitadas.

Próximos passos para validação clínica da pesquisa
Antes que essa nova abordagem possa ser testada clinicamente, os pesquisadores planejam confirmar suas descobertas em modelos pré-clínicos derivados de pacientes. Ensaios clínicos subsequentes poderão validar a eficácia do tratamento proposto, potencialmente transformando a forma como o câncer de mama triplo-negativo é tratado. Para mais informações, consulte o artigo completo aqui.
A pesquisa representa um avanço significativo na luta contra o câncer de mama triplo-negativo, que corresponde a cerca de 10 a 15% dos diagnósticos anuais na Austrália. A identificação de fraquezas moleculares e a possibilidade de reutilização de medicamentos existentes podem abrir novas perspectivas para o tratamento dessa doença agressiva.





