Novo pássaro do Cretáceo tinha penas de cauda longas na China

Pesquisadores descreveram uma nova espécie de ave do Cretáceo, chamada Plumadraco bankoorum, que viveu na região que hoje corresponde ao nordeste da China há aproximadamente 121 milhões de anos. Este pássaro pertence ao grupo dos enantiornithines, que foi o mais diverso durante o período Mesozoico.
Descrição da nova espécie Plumadraco bankoorum
Plumadraco bankoorum é um bohaiornithid enantiornithine que se destaca por suas penas de cauda excepcionalmente longas. O espécime mediu cerca de 14,9 cm do bico até a cauda, enquanto suas penas de cauda alcançaram impressionantes 29,3 cm. Essa proporção é notável, pois as penas de cauda de outros pássaros da mesma época, como Junornis, eram apenas 1,6 vezes o comprimento do corpo.
Características das penas de cauda
As penas de cauda de Plumadraco bankoorum são consideradas algumas das mais longas já encontradas em aves fósseis. O tamanho desproporcional dessas penas sugere uma adaptação evolutiva significativa, possivelmente relacionada a comportamentos de acasalamento. A presença de penas longas é frequentemente associada a características sexuais secundárias em aves modernas.

Implicações sobre o comportamento de acasalamento
Os pesquisadores sugerem que Plumadraco bankoorum era provavelmente um macho, e que suas penas elaboradas evoluíram sob a pressão da escolha das fêmeas. Esse fenômeno é bem documentado entre as aves atuais, onde machos com plumagens mais exuberantes atraem mais parceiras. A nidificação em solo, comum entre os enantiornithines, favoreceria plumagens discretas nas fêmeas, permitindo que os machos desenvolvessem ornamentos mais extravagantes.
Análise química das penas e suas cores
A análise química das penas de Plumadraco bankoorum foi realizada utilizando um espectrômetro de massa portátil. Os resultados indicaram que as penas eram provavelmente de cor marrom escuro ou preta, mas também sugerem a possibilidade de cores chamativas nas pontas, como iridescência ou azul, que são produzidas pela estrutura celular e não pelos pigmentos medidos.

Essas descobertas sobre Plumadraco bankoorum não apenas ampliam o conhecimento sobre a evolução das aves, mas também fornecem insights sobre a dinâmica de seleção sexual que perdura há mais de 120 milhões de anos. A pesquisa foi publicada em um periódico científico.






