Pheomelanin ajuda a proteger células contra danos oxidativos

Pesquisadores descobriram que a pheomelanin, um pigmento responsável pela coloração avermelhada em cabelos e penas, pode desempenhar um papel crucial na proteção celular contra danos oxidativos. O estudo, realizado com zebras finas, revela implicações evolutivas significativas relacionadas à produção desse pigmento.
Pheomelanin e sua função celular
A pheomelanin é um pigmento de coloração laranja a vermelha encontrado em humanos e em algumas aves. Produzido a partir do aminoácido cisteína, esse pigmento tem sido associado a um maior risco de melanoma. No entanto, novas evidências sugerem que sua produção pode ajudar as células a gerenciar o excesso de cisteína, evitando danos celulares.
Estudo com zebras finas
O estudo, conduzido por Ismael Galván e colaboradores, envolveu 65 zebras finas adultas, divididas em grupos de tratamento e controle. Os machos do grupo de tratamento receberam cisteína dietética junto com o ML349, um fármaco que bloqueia a síntese de pheomelanin. Os resultados mostraram que os machos que receberam ambos os compostos apresentaram danos oxidativos mais severos em comparação aos que receberam apenas cisteína.
Resultados e implicações evolutivas
Os achados indicam que a produção de pheomelanin pode ajudar a manter o equilíbrio dos níveis de cisteína nas células. Fêmeas que não produzem pheomelanin mostraram maior dano oxidativo quando expostas a altos níveis de cisteína. Essa função protetora pode explicar a persistência de variantes genéticas que promovem a produção de pheomelanin, apesar do risco aumentado de melanoma associado.
Publicação da pesquisa
Os resultados do estudo foram publicados na revista PNAS Nexus em 6 de janeiro de 2026. O artigo, intitulado “MC1R depalmitoylation inhibition reveals a physiological role for pheomelanin”, pode ser acessado através do link DOI: 10.1093/pnasnexus/pgaf391.
A pesquisa abre novas perspectivas sobre a função da pheomelanin, sugerindo que, além de sua função estética, o pigmento pode ter um papel vital na proteção celular, contribuindo para a compreensão da evolução das características fenotípicas em diversas espécies.






