O espeleólogo e pesquisador de cavernas Cristián Selun afirmou que os fósseis datam da Idade do Gelo, aproximadamente de 7.000 a 10.000 anos atrás. Essa descoberta notável oferece valiosas informações sobre a fauna pré-histórica que habitava a região.
“Os primeiros ossos que vimos foram os da preguiça”, contou o mergulhador Arnaldo Marruco à emissora NMás. “Foi em outras áreas próximas que encontramos mais ossos, incluindo uma mandíbula, que tinha um tamanho diferente.”
Os cientistas identificaram os cavalos como pertencentes à espécie Equus conversidens, enquanto a preguiça gigante foi classificada como Nothrotheriops shastensis. Estima-se que a preguiça pesava cerca de 300 quilos e media aproximadamente três metros de comprimento.
Os fósseis foram originalmente descobertos em 2023 no cenote Dzombakal, localizado na comunidade de San Antonio Mulix, em Yucatán. No entanto, os resultados oficiais da identificação e análise foram publicados recentemente por uma equipe de cientistas liderada pelo paleontólogo Jerónimo Avilés Olguín, em colaboração com o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

De acordo com Cristián Selun, os ossos ainda precisam ser cuidadosamente identificados e comparados com outros espécimes encontrados anteriormente em Quintana Roo. Ele ressaltou que esse processo de verificação leva tempo, especialmente porque restos humanos também foram descobertos no local.

“Era um animal muito grande. Encontramos as partes longas das pernas, costelas muito grandes e omoplatas”, disse Marruco.
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Esses fragmentos de fósseis estão sob a proteção do INAH, já que a remoção do local é estritamente proibida. Eles também são protegidos pelos membros da comunidade local, que se comprometeram a preservar essas importantes descobertas pré-históricas.