Tartarugas marinhas das Galápagos não migram como esperado

Um estudo recente revelou que tartarugas verdes, conhecidas como ‘yellow-morph’, que habitam as Ilhas Galápagos, não realizam migrações longas como se esperava. Em vez disso, essas tartarugas permanecem dentro da Reserva Marinha das Galápagos, desafiando a compreensão anterior sobre o comportamento migratório da espécie.
Estudo revela comportamento inesperado das tartarugas verdes
Pesquisadores liderados pelo Dr. John W. Rowe, da Alma College, monitoraram tartarugas verdes por meio de rastreamento por satélite. O estudo, publicado na revista Frontiers in Amphibian and Reptile Science, constatou que as tartarugas não deixaram a reserva durante os três anos de observação.

Características das tartarugas verdes na região
As tartarugas verdes são a única espécie de tartaruga marinha predominantemente herbívora. Na Galápagos, coexistem duas formas geneticamente distintas: a ‘yellow-morph’, que habita águas tropicais do Pacífico ocidental, e a ‘black-morph’, que se encontra no Pacífico oriental. Essa coexistência é única e as duas formas compartilham os mesmos habitats e fontes de alimento.

Método de rastreamento e descobertas
Os pesquisadores utilizaram etiquetas eletrônicas para rastrear nove tartarugas, que foram capturadas e monitoradas por até 418 dias. A maioria das tartarugas permaneceu em águas costeiras rasas, com algumas se deslocando até 25 quilômetros para o mar aberto. A média da área de atuação foi de 1.498 quilômetros quadrados, com variações significativas entre os indivíduos.

Implicações para a conservação das tartarugas
Os resultados indicam que a conservação das tartarugas verdes deve considerar a interconexão dos habitats entre as ilhas. O Dr. Rowe enfatiza que a qualidade do habitat deve ser mantida em todas as ilhas para garantir a sobrevivência da espécie, uma vez que as tartarugas podem depender de diferentes áreas para forrageamento.

A pesquisa sugere que, embora as tartarugas ‘yellow-morph’ não tenham sido observadas migrando, isso não exclui a possibilidade de migrações raras ou sazonais. A proteção dos habitats marinhos deve ser ampliada para incluir áreas além daquelas onde as tartarugas são frequentemente vistas.







