Atividades mentais ao longo da vida podem reduzir risco de Alzheimer em 38%

Um estudo recente publicado na revista Neurology aponta que o envolvimento em atividades cognitivas ao longo da vida pode estar associado a um risco reduzido de desenvolver a doença de Alzheimer. A pesquisa sugere que a estimulação mental contínua, como leitura e aprendizado de novas habilidades, pode atrasar o aparecimento dos sintomas da doença.
Estudo revela impacto da estimulação cognitiva
O estudo, conduzido por pesquisadores da Rush University Medical Center em Chicago, acompanhou 1.939 adultos com idade média de 80 anos, sem demência no início da pesquisa. Durante cerca de oito anos, os participantes foram avaliados quanto ao nível de enriquecimento cognitivo em diferentes fases da vida. A pesquisa destacou a importância de atividades que estimulam a mente desde a infância até a velhice, como a leitura e o aprendizado de idiomas, e foi publicada na íntegra no estudo original.
Risco reduzido de Alzheimer com atividades intelectuais
Os resultados indicaram que indivíduos com maior enriquecimento cognitivo ao longo da vida apresentaram um risco 38% menor de desenvolver Alzheimer. Entre os participantes com os mais altos níveis de estimulação, apenas 21% desenvolveram a doença, em comparação com 34% daqueles com menor enriquecimento. Esses achados reforçam a relação entre atividades intelectuais e a redução do risco de declínio cognitivo.
Diferenças na idade de início da doença
A pesquisa também revelou diferenças significativas na idade de início dos sintomas de Alzheimer. Participantes com maior enriquecimento cognitivo desenvolveram a doença, em média, aos 94 anos, enquanto aqueles com menor estimulação apresentaram sintomas aos 88 anos. Para o comprometimento cognitivo leve, a diferença foi de sete anos, com sintomas surgindo aos 85 anos nos mais estimulados, comparados aos 78 anos nos menos estimulados.
Importância do acesso a ambientes enriquecedores
O estudo sugere que o acesso a ambientes que promovem a estimulação mental pode ser crucial para a saúde cognitiva. Investimentos públicos em bibliotecas e programas educacionais podem desempenhar um papel significativo na redução da incidência de demência. A ampliação do acesso a esses recursos pode incentivar o aprendizado contínuo e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Mais detalhes podem ser encontrados no site SCITECHDAILY.com.
Os achados deste estudo ressaltam a importância de manter a mente ativa ao longo da vida como uma estratégia potencial para adiar o início do Alzheimer. A promoção de ambientes enriquecedores e o incentivo ao aprendizado contínuo podem ser fundamentais para a saúde cognitiva na velhice.
Fonte: sciencedaily.com






