Pesquisadora propõe busca de sinais alienígenas em frequências altas

Uma nova abordagem na busca por sinais de inteligência extraterrestre foi proposta por Louisa Mason, estudante de doutorado da Universidade de Manchester. A pesquisa sugere a exploração de comprimentos de onda de rádio mais altos, desafiando a tradição de focar em uma faixa específica conhecida como “water hole”.
Nova abordagem na busca por sinais extraterrestres
Tradicionalmente, a busca por sinais alienígenas se concentra em uma faixa de frequência entre 1,42 e 1,66 GHz, onde moléculas de água emitem sinais. Mason questiona essa estratégia, argumentando que a falta de resultados pode indicar que os cientistas estão olhando na faixa errada. Sua proposta foi apresentada na reunião da Royal Astronomical Society.
Análise de dados do ALMA
Mason analisou dados arquivados do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), utilizando uma faixa de rádio conhecida como Band 3, que abrange de 90,642 GHz a 93,151 GHz. Embora não tenham sido identificadas tecnosignaturas, a pesquisa aprimorou os métodos de observação, permitindo a captura de um número maior de estrelas.
Modelo galáctico aprimora observações
Para expandir a pesquisa, Mason utilizou o Modelo Galáctico de Besançon, que fornece uma visão detalhada da Via Láctea. Essa abordagem permitiu estimar que, em vez de 288 mil estrelas, a pesquisa abrangeu cerca de 6,1 milhões. Essa ampliação no número de estrelas observadas pode abrir novas possibilidades na busca por sinais.

Desafios na detecção de tecnosignaturas
Apesar dos avanços, a confirmação de tecnosignaturas continua sendo um desafio. A busca por sinais alienígenas ainda não resultou em descobertas definitivas, como evidenciado pelo famoso sinal Wow!, detectado em 1977, que permanece inexplicável. A pesquisa de Mason representa um passo importante na exploração de novas faixas de frequência.
A proposta de Louisa Mason pode redefinir a busca por sinais de vida extraterrestre, ampliando o espectro de frequências a ser explorado. A evolução dessa pesquisa poderá trazer novas perspectivas sobre a possibilidade de inteligência fora da Terra.






