Estudo revela como Archaeopteryx decolava há 150 milhões de anos

Pesquisadores da Universidade de Southampton apresentaram novas evidências sobre o mecanismo de decolagem do Archaeopteryx, um dos primeiros pássaros conhecidos, que viveu há cerca de 150 milhões de anos. O estudo sugere que o animal utilizava suas poderosas pernas traseiras para realizar duas ou três saltos consecutivos, alcançando a velocidade necessária para o voo sustentado.
Mecanismo de decolagem do Archaeopteryx
O Archaeopteryx enfrentava limitações anatômicas que dificultavam sua decolagem. Sem um esterno em quilha e com a capacidade de levantar as asas limitada, o animal não conseguia gerar força suficiente para um único salto. A pesquisa indica que a força gerada por suas pernas era crucial para a decolagem, permitindo que o animal alcançasse a velocidade de voo após dois ou três saltos.

Pesquisas anteriores sobre o Archaeopteryx
Estudos anteriores sobre o Archaeopteryx levantaram diversas hipóteses sobre como esse animal poderia ter se tornado capaz de voar. Algumas teorias sugeriam que ele poderia ter utilizado técnicas como correr em subidas ou planar de alturas, mas essas abordagens eram difíceis de testar. O novo estudo combina modelagem computacional com observações de aves modernas, como gaivotas e corvos, para entender melhor a mecânica de voo do Archaeopteryx.

Resultados da simulação e análise
A simulação realizada pelos pesquisadores, incluindo a Dra. Pauline Provini do Muséum National d’Histoire Naturelle, revelou que o Archaeopteryx poderia atingir a velocidade mínima necessária para o voo sustentado em apenas dois ou três saltos. Essa descoberta sugere que o animal poderia evitar o esforço excessivo de um único salto, uma técnica mais comum entre as aves modernas. O estudo conclui que um Archaeopteryx de 400 gramas poderia alcançar uma velocidade de voo de sete metros por segundo com três saltos bipedais.

Implicações para o entendimento da evolução das aves
As descobertas sobre o Archaeopteryx têm implicações significativas para a compreensão da evolução das aves. O estudo sugere que a habilidade de decolagem por meio de múltiplos saltos pode ter sido uma característica compartilhada com os ancestrais das aves modernas. Essa pesquisa contribui para o entendimento de como as aves evoluíram a partir de dinossauros não aviários, destacando a importância das adaptações morfológicas e comportamentais no processo evolutivo.
O estudo completo foi publicado na revista Developmental Biology e pode ser acessado através do link DOI: 10.1016/j.ydbio.2026.07.018.






