Fóssil de tartaruga gigante é encontrado no Peru

Pesquisadores identificaram um novo fóssil da espécie Chelus colombiana, uma tartaruga de pescoço lateral extinta que habitou as vastas áreas úmidas do que hoje é o norte da América do Sul, há cerca de 10 a 15 milhões de anos. A descoberta, realizada na região amazônica do Peru, sugere que a espécie atingiu tamanhos impressionantes.
Descrição da espécie Chelus colombiana
Chelus colombiana foi descrita pela primeira vez em 1976 e pertence ao gênero de tartarugas de água doce da família Chelidae. Este gênero é nativo de rios de fluxo lento, pântanos e outros habitats aquáticos na América do Sul. O membro mais conhecido é a tartaruga matamata (Chelus fimbriata), famosa por sua carapaça achatada e altamente camuflada.
Tamanho e características dos fósseis
Os pesquisadores analisaram dois novos fósseis de Chelus colombiana. O maior, catalogado como MUSM-920, mede 84,6 cm ao longo de sua borda mais longa e estima-se que pesasse cerca de 65 kg. Este fóssil foi encontrado em 2005, na margem do rio Inuya, na região do Fitzcarrald Arch, no Peru.

O segundo espécime, MUSM-5003, foi descoberto em 2010 em depósitos de lignito perto de Iquitos, no norte do Peru. Ambos os fósseis estão armazenados no Museo de Historia Natural da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima.
Importância das descobertas para a paleontologia
As descobertas ampliam o conhecimento sobre a distribuição de Chelus colombiana, anteriormente registrada apenas na Colômbia e no Brasil. Os fósseis indicam um padrão de gigantismo entre as tartarugas do Mioceno na América do Sul, relacionado ao tamanho e à conectividade do sistema de áreas úmidas da região.

Os autores da pesquisa afirmam que locais fósseis na Venezuela, Colômbia, Brasil e os recém-identificados no Peru têm potencial significativo para revelar esqueletos completos, que podem ajudar a resolver controvérsias taxonômicas sobre o registro fóssil de Chelus.
Publicação dos resultados da pesquisa
Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de outubro de 2026 da revista Palaeoworld. O estudo foi conduzido por Dr. Edwin-Alberto Cadena e colaboradores, que destacam a importância das novas descobertas para a compreensão da evolução das tartarugas na região.
A pesquisa pode ser acessada através do link para os resultados.






