Pegadas Antigas Indicam Predador Voador Caçando Presa em Terra

Pesquisadores descobriram pegadas fossilizadas na Coreia do Sul que sugerem a interação entre um pterossauro e um pequeno animal, possivelmente uma presa. As marcas, com mais de 106 milhões de anos, foram encontradas em uma laje de rocha, revelando um momento intrigante da pré-história.
Descoberta das Pegadas na Coreia do Sul
As pegadas foram localizadas na região de Jinju, na Coreia do Sul. O estudo revelou que um grande pterossauro, identificado como Jinjuichnus procerus, perseguiu um pequeno animal que inicialmente se movia lentamente, mas rapidamente acelerou ao perceber a aproximação do predador. As marcas de ambos os animais foram registradas na mesma laje, indicando uma possível interação.
Identificação do Novo Gênero e Espécie
O pterossauro foi classificado como um novo gênero e espécie, Jinjuichnus procerus. O nome combina a localidade da descoberta com a palavra grega ‘ichnus’, which means ‘track’. A morfologia das pegadas sugere que o animal possuía dedos longos e adaptados para a locomoção em terra.

Sci. Rep. , 2026)
Comportamento de Caça dos Pterossauros
O comportamento de caça do J. procerus reflete uma estratégia de “terrestrial stalking”, onde o pterossauro poderia ter se aproximado de sua presa em terra. Essa técnica é semelhante à utilizada por aves modernas, como as modern-day storks, que caçam em ambientes terrestres.
Implicações da Pesquisa para a Paleontologia
A descoberta das pegadas fornece novas evidências sobre o comportamento dos pterossauros e suas interações ecológicas. A pesquisa sugere que esses animais, pertencentes ao grupo dos neoazhdarchians, eram capazes de caçar em terra, ampliando o entendimento sobre suas adaptações e hábitos alimentares. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports.
A análise das pegadas fossilizadas na Coreia do Sul não apenas revela um momento de interação entre espécies, mas também contribui para o conhecimento sobre a ecologia e o comportamento dos pterossauros, desafiando concepções anteriores sobre suas atividades em terra.
Fonte: sciencealert.com






