Polvos gigantes habitaram os mares do cretáceo

Fósseis de polvos gigantes, datados do período Cretáceo, revelam a existência de criaturas que podiam atingir até 19 metros de comprimento. A análise de mais de duas dezenas de fósseis indica que esses animais eram predadores de topo em seus ecossistemas, competindo com outros grandes predadores marinhos da época.
Descoberta de Fósseis de Polvos Gigantes
Pesquisadores identificaram 27 fósseis de polvos do Cretáceo, dos quais 15 já eram conhecidos e estavam classificados como Octobrachia. Os outros 12 foram descobertos por meio de um novo método de “mineração digital de fósseis”, que utiliza tecnologia de imagem e inteligência artificial para reconstruir materiais fossilizados. A análise sugere que esses polvos eram os maiores invertebrados conhecidos até então.
Características e Comportamento dos Polvos do Cretáceo
Os polvos identificados pertencem a duas espécies, Nanaimoteuthis jeletzkyi e N. haggarti, sendo a última a maior, com estimativas de comprimento variando de 7 a 19 metros. As marcas de desgaste nos fósseis indicam que esses polvos utilizavam suas mandíbulas para triturar presas, um comportamento que sugere um papel de predador dominante nos mares entre 100 e 72 milhões de anos atrás.

Comparação com Predadores Marinhos da Época
Em comparação com outros grandes predadores marinhos do Cretáceo, como o maior mosassauro, que atingia 17 metros, e o famoso Megalodon, que media entre 13 e 18 metros, os polvos gigantes se destacam como competidores formidáveis. A análise dos fósseis sugere que esses polvos poderiam rivalizar em tamanho e força com esses predadores, alterando a dinâmica de suas interações no ecossistema marinho.
Implicações sobre a Inteligência dos Polvos Antigos
As marcas de desgaste assimétrico nos fósseis sugerem um comportamento lateralizado, indicando uma preferência por um lado, o que está associado a um cérebro altamente desenvolvido e a capacidades cognitivas avançadas. Os pesquisadores afirmam que a presença de lateridade nos polvos do Cretáceo aponta para um nível de inteligência que pode ser comparável ao dos vertebrados modernos, como os polvos atuais, que demonstram habilidades cognitivas sofisticadas.
A descoberta de fósseis de polvos gigantes do Cretáceo não apenas amplia o entendimento sobre a biodiversidade marinha da época, mas também levanta questões sobre a evolução da inteligência entre os cefalópodes. A pesquisa contribui para um panorama mais amplo sobre como esses invertebrados se adaptaram e prosperaram em ambientes marinhos complexos.
Fonte: sciencealert.com






